Nossos Mortos
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2018

Nossos Mortos

A voz de Antígona articulada às inúmeras histórias dos massacres a movimentos populares, especialmente o Caldeirão da Santa Cruz do Deserto.

Sinopse

Em Nossos Mortos, o Teatro Máquina (Fortaleza-CE) traz a voz de Antígona articulada às inúmeras histórias dos massacres a movimentos populares, especialmente o Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, em Crato, Ceará. Antígona é uma tragédia sobre uma irmã que deseja enterrar o irmão e sobre o tio dela, agora feito general, que a impede de enterrá-lo. É também sobre como o palco da política está infestado com o cheiro podre dos cadáveres esquecidos. Nesse espetáculo o grupo explora a fala, o canto e a ambiência sonora, a partir das sonoridades fúnebres sertanejas.

Currículo

2019 - Programação dos Centros Culturais Banco do Nordeste  |  2018 - Mostra SESC Cariri de Culturas; Porto Alegre em Cena – Festival Internacional de Artes Cênicas; Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga / espetáculo de abertura; Festival Maloca Dragão, espetáculo convidado (Fortaleza/CE); Estreia nacional a convite do SESC Pompéia (São Paulo/SP); Ensaios abertos com falas dos pesquisadores Ewelter Rocha e Ricardo Moura Teatro do Dragão do Mar (Fortaleza/CE)  2017 - MOPI – Mostra de Artes do Porto Iracema (Fortaleza/CE); Projeto selecionado no Laboratório de Teatro da Escola Porto Iracema das Artes (Governo do Estado do Ceará) 

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Concepção Cênica

O projeto surgiu do desejo de aprofundar e desenvolver algumas das experimentações realizadas durante uma viagem de 28 dias por três regiões do semiárido nordestino em 2015. A viagem aconteceu como fruto de um projeto de pesquisa contemplado pelo Rumos Itaú, que se chamava Sete Estrelas do Grande Carro. Nessa viagem, questões que envolvem os massacres de Caldeirão de Santa Cruz do Deserto, no Crato-CE e de Canudos, no sertão da Bahia, se fundiram à tragicidade exposta no mito de Antígona.

O espetáculo se centra no corpo-voz das atrizes Ana Luiza Rios e Loreta Dialla, explorando a fala, o canto e a ambiência sonora, em uma pesquisa conduzida pela encenadora Fran Teixeira e pela diretora musical Consiglia Latorre. A encenação se sustenta a partir do que acreditamos ser essencial para a construção das cenas e atuações, com intenso caráter narrativo. As decisões estéticas pelo uso de elementos pontuais de cenografia, luz e vestuário ajudam a enfatizar as sonoridades e as potencialidades da voz como veículos para a denúncia e o documento.

Ficha técnica

Com Ana Luiza Rios e Loreta Dialla  Direção: Fran Teixeira  Direção musical e Preparação vocal: Consiglia Latorre  Dramaturgia e Produção: Teatro Máquina  Tutoria: Tânia Farias  Música e som ao vivo: Ayrton Pessoa Bob, Di Freitas e Levy Mota  Rabeca de cabaça: Di Freitas  Preparação corporal: Fabiano Veríssimo e Márcio Medeiros  Desenhos: Marina de Botas e Simone Barreto  Figurino: Diogo Costa  Desenho de luz: Walter Façanha  Cenografia e arte gráfica: Frederico Teixeira  Assistência de cenografia: Marina de Botas  Fotos: Celso Oliveira e Luiz Alves