Leonce e Lena
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2012

Leonce e Lena

Comédia de Georg Büchner tratada em chave lúdica e esportiva sobre o ócio e a liberdade.

Sinopse

Leonce e Lena , escrita em 1836, é a única comédia de Georg Büchner. A peça trata da história de dois jovens nobres, o príncipe Leonce, do Reino de Popo e a princesa Lena, do Reino de Pipi. Ambos estão prometidos em casamento, mas fogem porque rejeitam essa ideia. Por acaso, encontram-se e se apaixonam, sem chegar a conhecer suas identidades. No desfecho, o rei aceita casar os dois disfarçados de títeres sofisticadíssimos, para não abdicar da festa. A montagem do Teatro Máquina cria, em chave esportiva, situações de jogo que expõem o encontro dos jovens amantes em uma dinâmica de velocidade e brincadeira, oferecendo ao público um pretexto para a discussão sobre o ócio e a liberdade.

Currículo

2016 - 11º Festival Palco Giratório de Porto Alegre (RS)  2013 - Edinburgh Festival Fringe (Escócia) com 21 apresentações, 5 estrelas pela revista Three Weeks Edinburgh e 4 estrelas pelo jornal The Scotsman  2015 - Mostra SESC Cariri de Culturas  2013 - FILTE Festival Latino-americano de Teatro da Bahia; Mostra Teatro Máquina 10 anos na Caixa Cultural Fortaleza  2012 - Remontagem a convite da Casa de Cultura Alemã / Instituto Goethe / DAAD

Concepção Cênica

Leonce e Lena é um espetáculo do Teatro Máquina, cuja estréia aconteceu em 2005. O espetáculo teve uma carreira de cerca de dois anos, com apresentações pelos principais espaços de exibição de Fortaleza, além das participações no Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga e no Festival de Teatro de Fortaleza. O projeto de montagem foi vencedor do II Edital de Incentivo às Artes da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará e foi apoiado pelo Goethe Institut e pelo Programa DAAD, através da Casa de Cultura Alemã/UFC. O espetáculo também realizou circulação pelas escolas públicas municipais através do Edital das Artes 2006 da FUNCET/Prefeitura de Fortaleza.

Em 2012, como parte das atividades de comemoração dos dez anos do grupo e dos 50 anos da Casa de Cultura Alemã da UFC, retomamos o projeto e começamos a remontá-lo. Percebemos que esse trabalho é maior do que uma reencenação, é necessariamente uma nova abordagem do material desenvolvido entre 2005-2007. O grupo brinca mais livremente com as noções de fábula, improvisação, jogo e narração, a fim de fazer do espaço de encenação um espaço de jogo que convoque o público a refletir sobre as questões postas pelo texto.

Em 2013, realizamos uma temporada de 20 apresentações no Edinburgh Festival Fringe (Escócia) onde recebemos excelente avaliação pela crítica local (Three Weeks - 5 estrelas / The Scotsman - 4 estrelas). A trajetória do espetáculo seguiu até 2016, com apresentações por festivais como FILTE Bahia, Mostra SESC Cariri e Festival Palco Giratório Porto Alegre.


Sobre Büchner
Georg Büchner (1813-1837), o autor de Woyzek , A Morte de Danton e da comédia Leonce e Lena , é considerado um gênio extraordinário, desaparecido antes do tempo. Precursor do Expressionismo e da dramaturgia de vanguarda, pelo seu caráter facetado, de interrupções bruscas na forma, seus temas e personagens são melancólicos, niilistas e desesperados. Sua produção literária é pequena, mas de grande força pela originalidade na linguagem, pela construção de cenas autônomas e pela crítica à dramaturgia tradicional, o que, segundo Guinsburg e Koudela (2004), aponta para um “esvaziamento da significação ou do poder de comunicação da linguagem”, questão “particularmente fecunda na literatura e na cena contemporâneas”. Sua atualidade é indiscutível, diante do número de montagens de seus textos que, a partir do século XX especialmente, vêm recebendo as mais variadas adaptações e releituras para a cena.
Fonte: GUINSBURG, J. & KOUDELA, I. D. (orgs.) Büchner : na pena e na cena. São Paulo: Perspectiva, 2004

Ficha técnica

Direção: Fran Teixeira  Texto: Georg Büchner  Com Ana Luiza Rios, Edivaldo Batista, Felipe de Paula, Levy Mota, Loreta Dialla e Márcio Medeiros  Música: Felipe de Paula e Levy Mota  Produção: Fabiano Veríssimo e Levy Mota  Figurinos: Diogo Costa  Assistência de figurinos e adereços: Thais de Campos e Loreta Dialla  Arte gráfica: Frederico Teixeira  Iluminação: Walter Façanha  Cenografia: Teatro Máquina  Cenotécnico: Josué