Alie e as Estrelas
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2024em cena

Alie e as Estrelas

Uma experiência poética, multissensorial e inclusiva a partir da narração, teatro de sombras e bonecos de balcão.

Sinopse

Alie tem um plano secreto e espera toda a cidade dormir para colocar seu plano em ação. Não contava, contudo, que isso ia deixar Marcolango, o Calango Lango bastante chateado.  Os dois se encontram e juntos vão  descobrir a força poderosa das estrelas.

Currículo

2026 - FILO - Festival Internacional de Teatro de Londrina; FIT Rio Preto - Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto; Festival das Artes Cênicas CCBNB Cariri  2025 - XVI Festival de Teatro de Fortaleza; Prêmio “Melhor Direção” no III Festival de Teatro para Crianças de Fortaleza; Temporada no Centro Cultural Banco do Nordeste;  Estreia no VI Encontro de Realizadores de Teatro para as Infâncias (Fortaleza)  2024 - Criação comissionada e pré-estreia na 3ª Bienal Criança - Bienal Internacional de Dança do Ceará

1/7

Concepção Cênica

ALIE E AS ESTRELAS é o terceiro espetáculo infantil do Teatro Máquina, em que experimentamos mais uma vez o prazeroso desafio de criação voltado para as infâncias — assim como já havíamos feito em João Botão (2010) e Paraíso (2019). O espetáculo nasceu do desejo de trabalhar com novos autores da literatura infantil cearense. Durante nossa pesquisa, nos deparamos com o livro O Plano Secreto de Alie, escrito por Bárbara Cabeça e Noá Bonoba, a partir de ilustrações e argumento de Lux Farr, fomentado com recursos da Lei Aldir Blanc por meio da Secretaria de Cultura da Prefeitura de Fortaleza.  

A obra conta a história de Alie, uma criança com um plano secreto que só pode ser realizado quando toda a cidade adormece. Para executar seu plano, Alie constrói uma escada enorme e, esperando pacientemente que todos durmam, rouba as estrelas do céu. Seu plano dá certo, mas traz desafios que Alie precisa enfrentar.  

Para dar forma a essa história, nós, do Teatro Máquina, adaptamos o texto e criamos um espetáculo que integra teatro de sombras, bonecos de balcão (com a técnica de manipulação direta aprendida com os amigos do Grupo Bricoleiros) e uma narração em voz off — funcionando como passagens comentadas do livro e estabelecendo um diálogo entre literatura e cena. A adaptação dramatúrgica se orienta por uma brincadeira com as oposições entre esconder e revelar, entre o escuro da noite e o brilho das estrelas, entre o que se descortina ao abrir uma janela e o que surge ao fechar os olhos.  

Alie é uma criança de outro mundo, e Marcolango, o Calango Lango que mora na Árvore do Meio e já habita este mundo há muito tempo, explica, por exemplo, que precisa das estrelas no céu para que seu rabo cresça novamente. Alie, que havia guardado todas as estrelas debaixo da cama, descobre então que mais interessante do que esconder as estrelas é distribuí-las novamente — fazendo-as chegar em lugares como a Cachoeira do Vale de Algodão Profundo e a pessoas como Claudete e seus 29 filhos de pé de abóbora.

A encenação transporta para o jogo teatral a fábula noturna criada pelos autores cearenses no livro e explora a dinâmica cênica da magia da manipulação de formas: bonecos, luz, silhuetas e objetos. O jogo de cena se estabelece em uma relação frontal com a plateia, sem a pretensão de criar uma ilusão teatral.  

Apostando na força da narração já presente no livro, buscamos criar mecanismos teatrais e dramatúrgicos que garantam o acesso à história e ao espetáculo também para pessoas cegas ou com baixa visão. Imagens poéticas são descritas em diferentes camadas narrativas — com uso de voz gravada em passagens específicas e motivos musicais que ressaltam as características dos personagens. Antes do início do espetáculo, o público é convidado a conhecer o espaço: a descrição da cenografia pode ser acessada via QR codes distribuídos pelo ambiente, além do contato tátil com bonecos, figuras e objetos do teatro de sombras.  

Dessa forma, ALIE E AS ESTRELAS amplia a fruição de diferentes públicos através de uma linguagem inclusiva, realçada pela presença dos atores em seu jogo franco com a plateia, pela manipulação visível de sombras e bonecos e por delicadas sonoridades — que vão desde a voz gravada até músicas criadas especialmente para este espetáculo pelo artista Ayrton Pessoa Bob.  

A partir da potência da imaginação e do jogo simbólico e dialético característicos do teatro de sombras, de bonecos e de narração, encenação e dramaturgia se retroalimentam, propondo com ALIE E AS ESTRELAS uma experiência poética, multissensorial e inclusiva.

Ficha técnica

Direção: Fran Teixeira  Dramaturgia: Adaptação de Fran Teixeira para Teatro Máquina,  a partir da obra O Plano Secreto de Alie de Bárbara Cabeça,  Lux Farr e Noá Bonoba  Elenco: Ana Luiza Rios, Fabiano Veríssimo e Levy Mota  Voz em off:  Márcio Medeiros  Trilha sonora original: Ayrton Pessoa Bob  Desenho de Luz: Walter Façanha  Operação de Luz: Jão  Figurinos: Teatro Máquina  Bonecos de balcão: Cristiano Castro (Grupo Bricoleiros)  Cenografia:  Fran Teixeira e Frederico Teixeira  Cenotecnia:  Klebson Alberto (Labor-CE Espaço de Técnicas Criativas)  Fotos: Allan Diniz  Produção: Levy Mota  Assistência de produção e operação de som: Loreta Dialla